Novo O Companheiro de Enxaqueca já está na App Store: um diário de dor de cabeça gratuito para iPhone.
Grátis Não sabe que tipo de dor de cabeça você tem? Responda a algumas perguntas e descubra (em inglês).
Um guia para quem convive com a CPDI

A dor de cabeça que nunca foi embora.

A cefaleia persistente e diária desde o início (CPDI; em inglês, NDPH) é rara, real e, muitas vezes, invisível para todos, menos para quem convive com ela. Esta página é um ponto de partida cuidadoso e baseado em evidências — não uma cura, mas uma companhia.

Você se lembra do dia em que começou. Você não está imaginando. Você não está sozinho nisso. Não existe uma solução única, mas há muitos caminhos que vale a pena tentar — e a maioria das pessoas que melhora consegue isso somando pequenas vitórias.

Uma dor de cabeça com data de início.

A cefaleia persistente e diária desde o início (CPDI) é uma cefaleia primária definida por uma característica estranha e muito específica: quem tem CPDI geralmente consegue dizer o dia exato, muitas vezes a hora exata, em que a dor começou — e desde então ela não parou.5

Diferente da enxaqueca, em que as dores vêm em crises com períodos de alívio, a CPDI é contínua desde o início. Para preencher os critérios diagnósticos, a dor precisa ser diária, ininterrupta e estar presente há pelo menos três meses, com um começo de que a pessoa se lembra com clareza.1 A maioria das pessoas com CPDI não tinha um histórico importante de dor de cabeça antes desse dia.

Ela é rara: estima-se que afete entre 0,03% e 0,1% da população geral.2,3 Em cerca de metade dos casos, começa depois de um evento desencadeante claro: uma infecção viral (vírus Epstein-Barr, gripe, COVID-19), uma cirurgia, uma lesão ou um grande estresse na vida. Na outra metade, aparece sem nenhum gatilho identificável.4,5

Hoje os pesquisadores acreditam que a CPDI não é uma única doença, mas uma síndrome com vários mecanismos subjacentes — já foram implicados a neuroinflamação, a ativação imunológica persistente, o envolvimento da coluna cervical e mudanças nas vias de processamento da dor. É por isso que nenhum tratamento único funciona para todo mundo.7

0,03%
Prevalência estimada na população
~50%
Começam após uma doença viral ou um estresse
3+
Meses, no mínimo, para o diagnóstico
1dia
Muitas vezes lembrado com exatidão

O que a desencadeia?

Cerca de metade dos casos de CPDI acontece depois de um evento desencadeante reconhecível. Identificar o seu pode orientar o tratamento, porque origens diferentes costumam responder a abordagens diferentes.

Infecção viral

É o gatilho identificado com mais frequência.4 Em um estudo, 84% de 32 pacientes com CPDI tinham sinais de infecção ativa pelo vírus Epstein-Barr (mononucleose), contra 25% dos controles.6 COVID-19, herpes simples, citomegalovírus e gripe também foram associados.7

Cirurgia ou intubação

Casos que surgem depois de anestesia geral ou intubação sugerem que o estresse mecânico sobre a coluna cervical alta e a dura-máter pode ter um papel em alguns pacientes.4

Estresse ou trauma importante

Luto, divórcio, acidentes ou períodos longos de muito estresse podem precipitar a CPDI. Os efeitos imunológicos e inflamatórios do estresse crônico provavelmente interagem com vias de dor vulneráveis.4

Lesão da coluna cervical

Chicote cervical, quedas e outros traumas no pescoço podem produzir quadros parecidos com a CPDI. Esse subgrupo pode responder especialmente bem à fisioterapia e aos bloqueios nervosos.9

Início em trovoada

Um pequeno subgrupo descreve que a dor começou com um episódio súbito e muito intenso, “a pior dor de cabeça da minha vida”. Esse subtipo pode envolver vasoespasmo das artérias cerebrais e às vezes responde a bloqueadores dos canais de cálcio, como a nimodipina.8

Sem causa identificável

Em cerca de metade dos pacientes, não se encontra nenhum evento desencadeante claro. Isso não é incomum e não muda o diagnóstico.4 Muitas abordagens de tratamento continuam valendo.

Quatro pilares de autocuidado enquanto você descobre o que funciona.

Não existe cura para a CPDI, e mesmo o tratamento médico mais intensivo falha em muitos pacientes. Mas os estudos mostram de forma consistente que quem cuida ativamente da saúde geral responde melhor aos tratamentos que os médicos oferecem. Construa a base. Depois, acrescente ferramentas específicas por cima.

PILAR UM

Reduzir a inflamação do corpo

A CPDI parece envolver neuroinflamação. O que você come, o ômega-3 e a vitamina D no seu sangue e a diversidade das suas bactérias intestinais influenciam a inflamação sistêmica — o nível de fundo com que o seu sistema nervoso precisa lidar todos os dias.

PILAR DOIS

Estabilizar a coluna cervical

A parte alta do pescoço está densamente conectada às vias da dor de cabeça. Postura com a cabeça projetada para a frente, músculos flexores profundos do pescoço fracos e músculos suboccipitais tensos podem amplificar ou perpetuar qualquer cefaleia crônica. Alongamentos suaves e trabalho postural diários não custam nada e podem ajudar bastante.

PILAR TRÊS

Treinar a resposta à dor

Com o tempo, a dor crônica reorganiza o sistema nervoso e amplifica sinais comuns. Mindfulness, biofeedback e abordagens cognitivo-comportamentais não fazem a dor desaparecer — mas reduzem de forma consistente o domínio que ela tem sobre o dia a dia.

PILAR QUATRO

Trabalhar com o especialista certo

A CPDI costuma ser confundida com enxaqueca crônica ou cefaleia tensional. Um especialista em cefaleia (um neurologista com formação específica na área) tem muito mais chance de reconhecer os subtipos de CPDI e de oferecer tratamentos adequados ao mecanismo subjacente.

Os suplementos com mais evidências.

Eles vêm da literatura sobre prevenção da cefaleia e da enxaqueca — os estudos específicos sobre CPDI são escassos, mas a maioria dos especialistas em cefaleia aplica essas evidências à CPDI, já que os mecanismos se sobrepõem.

Antes de começar qualquer coisa. Fale com seu médico ou farmacêutico, principalmente se você toma remédios com receita ou tem uma doença crônica. Suplementos interagem com medicamentos — às vezes de forma séria. Comece um de cada vez, com algumas semanas de intervalo, para conseguir saber o que está ajudando. Mantenha um diário breve da dor de cabeça para acompanhar as mudanças.

Magnésio

Um mineral fundamental
Evidência forte para cefaleia

O que faz

A diretriz da Canadian Headache Society dá a ele uma recomendação forte para a prevenção da enxaqueca.10 Muitas pessoas com cefaleias crônicas têm níveis baixos de magnésio. Ele participa da excitabilidade dos nervos, da regulação dos vasos sanguíneos e do acalmar das vias de dor hiperativas.

Dose e forma

400–600 mg de magnésio elementar por dia. O citrato de magnésio é a forma citada pela diretriz canadense; o glicinato de magnésio é o mais suave para o estômago. O óxido de magnésio também é muito usado nos estudos, mas solta o intestino com mais frequência. Aumente a dose aos poucos ao longo de uma ou duas semanas.

O que saber

  • Os efeitos costumam levar de 6 a 8 semanas para aparecer
  • Se tiver diarreia, diminua a dose ou troque a forma
  • Pessoas com doença renal devem consultar um médico

Riboflavina (B2)

Vitamina B2, cofator mitocondrial
Evidência forte para cefaleia

O que faz

A riboflavina participa da produção de energia das mitocôndrias. Alguns estudos de imagem sugerem disfunção mitocondrial em pacientes com cefaleia crônica. A suplementação pode ajudar a corrigir esse desequilíbrio e reduzir a frequência ou a intensidade da dor.13,10

Dose

400 mg por dia. É o protocolo de dose alta única dos estudos — as quantidades menores de um complexo B não atingem níveis terapêuticos.

O que saber

  • A urina vai ficar amarelo-forte — isso é inofensivo
  • Os efeitos se acumulam ao longo de 2 a 3 meses de uso constante
  • Efeitos colaterais mínimos; muito bem tolerada

Coenzima Q10

Antioxidante mitocondrial
Evidência moderada para cefaleia

O que faz

A CoQ10 é essencial para a energia das células. Metanálises sugerem que ela reduz de forma modesta a frequência e a duração das crises de enxaqueca, com risco muito baixo de efeitos colaterais.14,15,10 A deficiência de CoQ10 pode ser especialmente comum em pacientes jovens com cefaleia crônica.

Dose

100 mg três vezes por dia (300 mg no total) é o protocolo mais estudado. A forma ubiquinol pode ser um pouco mais bem absorvida.

O que saber

  • É mais bem absorvida com uma refeição que contenha gordura
  • O efeito costuma chegar ao máximo em 3 meses
  • Pode interagir com anticoagulantes (varfarina)

Ômega-3 (EPA + DHA)

Ácidos graxos anti-inflamatórios
Evidência mista em cápsulas; promissora na dieta

O que faz

A maioria das dietas modernas tem muito ômega-6 e pouco ômega-3. Em um estudo grande publicado no BMJ, pessoas com enxaqueca que comeram mais peixe gordo e menos ácido linoleico (comum nos óleos de sementes) tiveram menos horas de dor e de dois a quatro dias de dor a menos por mês.16 As evidências das cápsulas de óleo de peixe são mais fracas: uma metanálise encontrou crises mais curtas, mas não menos crises,17 e a diretriz americana considerou os dados conflitantes.11

Dose

Comida em primeiro lugar: peixe gordo duas a três vezes por semana, como no estudo. Se for acrescentar um suplemento, uma dose comum é 1.000–3.000 mg de EPA + DHA combinados por dia; procure produtos que informem no rótulo as quantidades de EPA e DHA, e não apenas “óleo de peixe”. Existem versões à base de algas para vegetarianos.

O que saber

  • Tome com comida para evitar o arroto com gosto de peixe
  • A qualidade importa — escolha marcas testadas por terceiros
  • Efeito anticoagulante leve; consulte o médico se você usa anticoagulantes

Vitamina D

Um hormônio, mais do que uma vitamina
Evidência moderada; corrija a deficiência primeiro

O que faz

A vitamina D regula a função imunológica e a inflamação. A deficiência é muito comum, principalmente em lugares com pouco sol, e está associada a piores resultados em condições de dor crônica. Estudos recentes mostram que combinar vitamina D e probióticos pode reduzir a frequência da enxaqueca.18,19

Dose

1.000–4.000 UI por dia é razoável para a maioria dos adultos sem exame prévio. Se o seu médico puder pedir antes uma dosagem de 25-OH vitamina D, a dose pode ser mais precisa — o alvo é um nível no sangue de 30–50 ng/mL.

O que saber

  • Tome com a maior refeição do dia para melhorar a absorção
  • Associe à vitamina K2 se tomar doses altas por muito tempo
  • O excesso de suplementação pode causar hipercalcemia

Probióticos

O eixo intestino-cérebro
Evidência emergente; promissora

O que faz

Um conjunto crescente de pesquisas liga a saúde da microbiota intestinal à cefaleia crônica. O nervo vago leva sinais do intestino diretamente a regiões do cérebro envolvidas no processamento da dor. Uma microbiota desequilibrada parece elevar citocinas inflamatórias que podem contribuir para a CPDI. Um estudo randomizado encontrou menos crises com um probiótico de várias cepas, tanto na enxaqueca episódica quanto na crônica.20

O que procurar

Um probiótico com várias cepas e pelo menos 10 bilhões de UFC, incluindo espécies de Lactobacillus e Bifidobacterium. Marcas refrigeradas costumam ser mais confiáveis. Combinar com fibra prebiótica (ou alimentos ricos em fibra) ajuda as bactérias a sobreviver e colonizar o intestino.

O que saber

  • Os efeitos se acumulam devagar, ao longo de 8 a 12 semanas
  • Gases ou inchaço leves são comuns na primeira semana
  • A qualidade da alimentação importa mais do que qualquer suplemento isolado

Ácido alfa-lipoico

Antioxidante derivado de aminoácidos
Promissor; menos evidências

O que faz

O ALA é um antioxidante que favorece a função mitocondrial. O único estudo controlado por placebo na enxaqueca foi pequeno e interrompido antes do previsto: as crises tenderam a diminuir, mas não significativamente mais do que com placebo.21 Considere-o plausível, mas não comprovado.

Dose

600 mg por dia, em jejum.

O que saber

  • Pode baixar o açúcar no sangue — cuidado se você tem diabetes
  • Geralmente bem tolerado; pode causar leve desconforto no estômago

Melatonina

Para a relação entre sono e dor de cabeça
Evidência fraca para cefaleia; útil para o sono

O que faz

O efeito direto da melatonina sobre a cefaleia crônica é incerto — alguns estudos mostram benefício, outros não.22,23 Mas a dor crônica arruína o sono, e dormir mal amplifica a dor. Se a CPDI está tirando seu sono ou acordando você, o benefício indireto de dormir melhor pode pesar mais do que uma evidência direta fraca.

Dose

0,5–3 mg, de 30 a 60 minutos antes de deitar. Mais não é melhor — doses altas podem deixar você grogue sem melhorar o sono.

O que saber

  • A qualidade varia muito; compre de marcas confiáveis
  • Pode causar sonhos vívidos, que podem atrapalhar o sono
  • Pode interagir com anticoagulantes e imunossupressores

Uma nota sobre o petasites

E o tanaceto (feverfew)
Não são mais recomendados — questões de segurança

Por que não os indicamos como ponto de partida

O petasites (butterbur) mostrou eficácia forte em estudos antigos, mas contém alcaloides pirrolizidínicos, que são tóxicos para o fígado. A American Academy of Neurology deixou de recomendá-lo em 2015 por preocupação com lesão hepática.12,11 Só os produtos certificados como livres de AP são considerados seguros, e confirmar isso é difícil.

O tanaceto (feverfew) tem evidências conflitantes24, com doses e qualidade de produto muito variáveis. Pode interagir com anticoagulantes e causar efeitos de abstinência. Seu especialista em cefaleia ainda pode recomendá-lo — mas não é por onde a maioria das pessoas deveria começar.

Coma para acalmar a inflamação.

A neuroinflamação crônica é uma das principais hipóteses para a CPDI. O que você come é uma das maiores alavancas diárias que você tem sobre o nível inflamatório de base do seu corpo. O objetivo não é a perfeição. É pender, de forma constante, para o que acalma o sistema.

Prefira estes

Um padrão anti-inflamatório baseado na literatura sobre dieta mediterrânea e cetogênica ou de baixo índice glicêmico para a cefaleia.

  • Peixes gordos Salmão, sardinha, cavalinha, anchova — 2 a 3 vezes por semana, pelo ômega-3
  • Folhas verdes e crucíferas Espinafre, couve, brócolis, couve-de-bruxelas — magnésio, folato, antioxidantes
  • Frutas vermelhas e coloridas Mirtilo, morango, cereja — polifenóis e flavonoides
  • Azeite de oliva extravirgem A principal gordura para cozinhar; o oleocantal é um anti-inflamatório natural
  • Oleaginosas e sementes Nozes, linhaça, chia, amêndoas — gorduras saudáveis e magnésio
  • Alimentos fermentados Iogurte, kefir, chucrute, kimchi — para a microbiota intestinal
  • Gengibre e cúrcuma Anti-inflamatórios naturais muito estudados; úteis em chá ou na cozinha
  • Bastante água A desidratação é um dos amplificadores de dor de cabeça mais confiáveis; procure tomar mais de 2 L por dia

Reduza estes

Alimentos ligados à inflamação, a altos e baixos do açúcar no sangue ou a gatilhos conhecidos de cefaleia em vários estudos.

  • Açúcar refinado e carboidratos de alto índice glicêmico As quedas de açúcar provocam dor de cabeça; um consumo alto e crônico favorece a inflamação
  • Alimentos processados e ultraprocessados Óleos de sementes industriais, aditivos e emulsificantes favorecem a inflamação
  • Álcool Principalmente vinho tinto e destilados escuros; afeta o sono, a hidratação e os vasos sanguíneos
  • Queijos curados e embutidos A tiramina e os nitratos são gatilhos de cefaleia bem documentados em muitas pessoas
  • Glutamato monossódico e adoçantes artificiais O aspartame e o glutamato são gatilhos comuns; evite-os por um período de teste
  • Excesso de cafeína Mais de 200–300 mg por dia, ou parar de repente, pode piorar a dor de cabeça
  • Pular refeições Mesmo quedas breves de açúcar podem desencadear ou piorar a dor — coma com regularidade
  • Alimentos aos quais você reage em particular Uma dieta de exclusão (com um nutricionista) pode identificar seus gatilhos pessoais
Dois padrões práticos têm evidência na prevenção da cefaleia: a dieta mediterrânea (amplamente anti-inflamatória e sustentável a longo prazo) e uma dieta de baixo índice glicêmico ou cetogênica modificada (em um estudo com pessoas com sobrepeso e enxaqueca, uma dieta cetogênica de muito baixa caloria reduziu os dias de enxaqueca em quase quatro por mês25). Qualquer uma das duas pode ser um ponto de partida. Escolha a que você realmente vai conseguir manter.

Cinco exercícios para a parte alta do pescoço.

A coluna cervical alta está densamente conectada ao sistema trigeminal — os nervos responsáveis pela maior parte da dor de cabeça. Muitos pacientes com CPDI têm os flexores profundos do pescoço enfraquecidos, os músculos suboccipitais tensos e a cabeça projetada para a frente. Estes cinco exercícios, tirados de protocolos de fisioterapia para cefaleia crônica, trabalham cada um desses pontos.

i

Retração do queixo

É o exercício mais estudado para a cefaleia cervicogênica e crônica.26 Fortalece os flexores profundos do pescoço que sustentam o crânio e neutraliza a postura de cabeça para a frente causada pelas telas.

Como fazer

Sente-se ou fique de pé com a coluna reta. Sem inclinar a cabeça, leve o queixo suavemente para trás, em linha reta, como se fizesse um pequeno “queixo duplo”. Segure por 5 segundos. Solte. Repita 10 vezes, 2 a 3 séries por dia.

ii

Liberação suboccipital

Os pequenos músculos da base do crânio costumam estar travados em quem tem cefaleia crônica. Liberá-los pode reduzir a dor referida para a cabeça e a testa.

Como fazer

Deite-se de barriga para cima. Coloque duas bolas de tênis (ou duas dentro de uma meia) na base do crânio, logo abaixo da borda óssea. Fique assim por 2 a 3 minutos, respirando devagar. A pressão deve parecer uma “dor boa” — nunca uma pontada.

iii

Alongamento do levantador da escápula

O levantador da escápula vai da base do crânio até a omoplata, e está tenso em quase todas as pessoas com cefaleia crônica relacionada ao pescoço. Um alongamento diário faz uma diferença real ao longo das semanas.

Como fazer

Sente-se com a coluna reta. Gire a cabeça 45 graus para um lado. Abaixe o queixo e olhe em direção à axila. Apoie a mão suavemente na parte de trás da cabeça e deixe o peso dela aumentar o alongamento. Segure por 30 segundos de cada lado, 2 a 3 vezes por dia.

iv

Anjos na parede

Fortalece os músculos posturais entre as escápulas, que tiram a cabeça e os ombros da posição projetada e curvada para a frente. Melhora o alinhamento sob o crânio e reduz a irritação nervosa contínua.

Como fazer

Fique de pé com as costas, a cabeça e os braços encostados numa parede. Dobre os cotovelos a 90°, como uma trave de gol. Suba os braços devagar acima da cabeça, sem perder o contato com a parede. Desça com controle. 10 a 15 repetições, 2 séries por dia.

v

Gato-vaca

Devolve o movimento natural a toda a coluna, reduz a tensão ao longo da via nervosa e funciona como um reinício suave do sistema nervoso. É mais tranquilo num dia de crise do que os alongamentos mais intensos acima.

Como fazer

De quatro apoios, arqueie as costas devagar enquanto levanta a cabeça e o cóccix (vaca). Depois arredonde a coluna, recolhendo o queixo e o cóccix (gato). Mova-se no ritmo da respiração. 8 a 10 ciclos, uma ou duas vezes por dia.

Tudo aqui é suave e conservador. Pare qualquer movimento que aumente a dor de forma brusca. Se você tiver acesso a um fisioterapeuta com experiência em cefaleia crônica, uma avaliação personalizada vale muito mais do que qualquer vídeo ou guia.

Você não consegue fazer a dor sumir só com o pensamento. Mas pode mudar sua relação com ela.

Com o tempo, a dor crônica reorganiza o sistema nervoso, amplifica os sinais e recruta mais regiões do cérebro para a experiência da dor. As práticas abaixo não fazem a CPDI desaparecer — mas um conjunto crescente de evidências mostra que elas reduzem sua intensidade, melhoram o funcionamento no dia a dia e ajudam a quebrar o ciclo entre dor, ansiedade e evitação.

Redução de estresse baseada em mindfulness

8 semanas · 30–45 min por dia

A abordagem mente-corpo mais estudada para a dor crônica (MBSR, na sigla em inglês). Em um estudo randomizado na enxaqueca, ela não reduziu os dias de dor mais do que a educação sobre cefaleia, mas melhorou claramente a incapacidade, a qualidade de vida e a catastrofização da dor.27 As revisões a consideram promissora, mas com evidência de baixa certeza.28 Muitas cidades têm programas; apps como Insight Timer e Healthy Minds são pontos de partida gratuitos.

Meditação de escaneamento corporal

15–30 min por dia

Deitado e parado, leve a atenção devagar a cada parte do corpo, uma por vez. O objetivo não é relaxar até a dor ir embora — é perceber sem resistir. Com as semanas, isso reduz a resposta de ameaça do sistema nervoso que amplifica a dor crônica.

Respiração diafragmática

5–10 min, 2 a 3 vezes por dia

Respirar devagar, com uma expiração mais longa, ativa o sistema nervoso parassimpático — o estado de “descanso e digestão”. Com o tempo, isso baixa os hormônios do estresse de base que alimentam a inflamação. Experimente inspirar contando até 4 e expirar contando de 6 a 8.

Diário de dor e gatilhos

2 minutos por dia

Anote todos os dias a intensidade da dor (1–10), o sono, a comida, o estresse e tudo o que você tentou. Depois de 4 a 6 semanas, aparecem padrões que nenhum dia isolado revela. Traz clareza às consultas e protege você do viés de memória da dor crônica, aquele “está tudo terrível”.

Imprima grátis um calendário do ano inteiro em uma página →

Terapia de aceitação e compromisso

8–12 semanas com um terapeuta

A ACT se concentra em viver uma vida com sentido com a dor, em vez de esperar a dor ir embora primeiro. Em condições crônicas em que a resolução completa pode não vir, essa mudança de foco costuma ser transformadora. Na dor crônica em geral, os estudos mostram ganhos pequenos a moderados no funcionamento do dia a dia e no humor.30

Biofeedback

8–10 sessões, depois prática em casa

Um terapeuta treinado usa sensores para mostrar a você, em tempo real, como seu corpo responde ao estresse — tensão muscular, variabilidade da frequência cardíaca, temperatura da pele. Você aprende a mudar isso de forma consciente. Metanálises mais antigas encontraram um benefício moderado na enxaqueca,29 embora uma revisão de 2025 tenha considerado as evidências insuficientes para ter certeza.28 Em alguns lugares, é coberto por planos de saúde.

Quando procurar um especialista, e o que perguntar.

O autocuidado importa. O atendimento médico certo também. A CPDI muitas vezes é diagnosticada errado ou minimizada na atenção primária, porque é rara e pouco conhecida. Saber quando buscar um nível acima de cuidado — e como defender seu caso — faz uma diferença enorme.

Procure atendimento de emergência se você tiver

  • Uma dor de cabeça súbita e intensíssima, “a pior da sua vida”
  • Dor de cabeça com febre, rigidez de nuca, confusão ou manchas na pele
  • Dor de cabeça depois de uma pancada na cabeça
  • Fraqueza, dormência, perda de visão ou dificuldade para falar que sejam novas
  • Uma convulsão junto com a dor de cabeça
  • Uma dor de cabeça que piora muito com esforço ou com mudanças de posição

Perguntas que vale a pena fazer ao seu especialista em cefaleia

  1. Meus sintomas preenchem os critérios diagnósticos de CPDI, ou isso pode ser enxaqueca crônica, hemicrania contínua ou outra condição?
  2. Quais causas secundárias já descartamos — fístula liquórica, alterações da pressão intracraniana, problemas na coluna cervical, infecção?
  3. Tenho características de algum subtipo específico (início em trovoada, pós-viral, pós-traumático) que apontem para um caminho de tratamento em particular?
  4. Devemos considerar medicamentos preventivos — antidepressivos tricíclicos, gabapentina, topiramato ou outros — e em que ordem?
  5. Sou candidato a anticorpos monoclonais anti-CGRP ou a aplicações de onabotulinumtoxinA?
  6. Bloqueios nervosos (occipital, esfenopalatino) seriam adequados para mim?
  7. Devo procurar um fisioterapeuta, um terapeuta de biofeedback ou um psicólogo especializado em dor como parte do tratamento?
  8. Se os tratamentos de primeira linha não funcionarem, quais centros especializados da minha região atendem casos complexos de CPDI?
Leve um registro, não uma lembrança. O calendário de dor de cabeça para imprimir coloca o ano inteiro em uma só página: sombreie cada dia conforme a dor, marque os dias em que tomou remédio e entregue na próxima consulta.

Não sabe se isso descreve você?

Há duas maneiras de descobrir. Nenhuma delas vai dizer que você tem CPDI — nada que não seja um exame consegue fazer isso —, mas as duas vão fazer os dez minutos que você tem com um neurologista renderem mais.

Responder às perguntas (em inglês) → Ler a lista de verificação

O questionário pergunta o que um especialista em cefaleia perguntaria — como começou, se mudou, o que vem junto —, verifica cada sinal de alerta que precisa de atenção urgente e identifica a qual cefaleia seu padrão se encaixa e quais critérios diagnósticos você preenche. Leva cerca de cinco minutos e, por enquanto, está em inglês. A lista de verificação cobre o mesmo conteúdo em forma de página que você pode ler, imprimir e levar, sem nada para preencher.

A consulta dura dez minutos. O que importa são os seis meses antes dela.

Quem tem dor de cabeça diária conhece o problema. O neurologista pergunta em quantos dias você teve dor no mês passado, o que tomou, se algo ajudou — e a resposta honesta é que tudo se mistura. Criei o Companheiro de Enxaqueca porque chegava às consultas, vez após vez, com uma história que não conseguia comprovar.

A tela Hoje: botões para registrar uma dor de cabeça ou iniciar uma crise, um aviso de sinal de alerta e a estimativa de risco do dia detalhada por fator.
Hoje
A tela Medicamentos, com medicamentos preventivos, abortivos e suplementos, suas doses, horários de lembrete e um botão Tomar de um toque.
Medicamentos
A tela Análises: dias com dor nos últimos 30 e 90 dias, dias de uso de remédio para crise, uma comparação com a ICHD-3 e um gráfico de barras de dias com dor por mês.
Análises
A tela Diário, uma lista de episódios de dor de cabeça do mais recente ao mais antigo, com data, intensidade e duração.
Diário

Feito para os dias ruins

Uma tela de crise escura, de alto contraste e sem animações registra um episódio com dois toques. Também dá para registrar com a Siri, sem usar as mãos. Os detalhes ficam para depois, quando você conseguir olhar para uma tela de novo.

Uma página para o seu neurologista

Um PDF com a tendência dos seus dias com dor, um mapa de calor de padrões, seus medicamentos com alertas de uso excessivo, possíveis gatilhos e sua pontuação MIDAS mais recente. Também em CSV, para o período que você escolher.

Limites de uso excessivo de medicamentos

Os dias de uso são contados em relação ao limite mensal publicado para cada classe de medicamento — dez dias para triptanos, ergotamínicos, opioides e analgésicos combinados, quinze para analgésicos simples e AINEs.1,31

Sinais de alerta, como manda o livro

O que você registra é comparado com os sinais de alerta SNOOP10 ensinados em neurologia. São convites para procurar atendimento mais cedo, nunca um veredito, e o app diz isso com clareza.

Padrões, não palpites

Quais fatores mudam entre seus dias com dor e seus dias sem dor. Se um preventivo realmente mudou seus dias com dor depois que você começou. Como as características que você registra se alinham com os critérios ICHD-3.

Seu diário continua sendo seu

Não há conta nem servidor, porque não há nada para enviar a lugar nenhum. Tudo fica no seu aparelho, ou no seu próprio iCloud privado. Sem análise de uso, sem publicidade, sem rastreamento.

Ele é gratuito, está em português, espanhol e inglês, e não diagnostica nada. Ele registra o que você conta, mostra o formato dos seus próprios dados e dá a você algo para colocar diante de um médico, em vez de tentar se lembrar.

Baixar na App Store Capturas e detalhes →

Gratuito · iPhone, iOS 17 ou posterior · Privacidade · Suporte

Escrito por quem convive com isso, e está se formando para tratar.

Meu nome é Seth Mundall. Convivo com uma dor de cabeça diária e ininterrupta que preenche os critérios da cefaleia persistente e diária desde o início. Esse é o motivo de este site existir, e o motivo de eu estar indo para a neurologia.

A CPDI é rara o bastante para que a maioria dos médicos veja pouquíssimos casos, e pouco conhecida o bastante para que muitas vezes seja confundida primeiro com outra coisa. O que encontrei, procurando informação para mim mesmo, foi uma lacuna: a literatura revisada por pares existia, e o material para pacientes existia, mas havia muito pouco no meio — algo preciso em relação às evidências e escrito para quem realmente vive com isso. Este site é a minha tentativa de ocupar esse meio-termo.

Conviver com isso não me torna uma autoridade no assunto. Mas significa que eu sei quais perguntas ficam sem resposta, porque primeiro elas foram minhas.

Cheguei à medicina vindo do software. Construo coisas há catorze anos e não parei quando começou minha formação clínica: minha tese de medicina foi sobre engenharia de prompts e sobre se grandes modelos de linguagem podem ser aplicados à leitura de esfregaços de sangue periférico, e os apps que publiquei são usados todos os dias. O app de dor de cabeça é esse mesmo instinto aplicado à minha própria dor de cabeça: quando a ferramenta de que você precisa não existe, o útil é construí-la com cuidado e distribuí-la de graça.

Tudo aqui vem da literatura publicada e é citado como tal, e nada disso substitui um médico que conheça a sua história. Onde as evidências são escassas, o site diz isso em vez de exagerá-las — isso importou para mim como paciente antes de importar como médico.

Formação
Médico, Universidad Adventista del Plata, Argentina — diploma obtido em 2026. Curso de medicina de 7 anos (8 com o ano preparatório), que habilita para a clínica geral na Argentina.
Tese
Engenharia de prompts e aplicação de grandes modelos de linguagem à interpretação de esfregaços de sangue periférico.
Neurologia
Observação clínica em um consultório de neurologia ambulatorial na Clínica Parque, Crespo, Argentina.
Experiência clínica nos EUA
Cinco meses de rodízios clínicos no Kettering Health, Dayton, Ohio — clínica médica, cirurgia geral e ginecologia e obstetrícia.
Educação continuada
Evidence-Based Approach to the Diagnosis and Management of Migraines in Adults — Stanford Center for Continuing Medical Education.
Idiomas
Consultas em espanhol e inglês. Idiomas também são um hobby — francês e, atualmente, árabe.
Objetivo
Residência em Neurologia nos Estados Unidos, com o objetivo de me subespecializar em cefaleia.
Projetos
Este site e o Companheiro de Enxaqueca (na App Store) — um diário gratuito de dor de cabeça para iPhone com comparação de padrões pela ICHD-3, verificação de sinais de alerta SNOOP10, controle do uso excessivo de medicamentos por classe e relatório para o médico, em três idiomas. Também estou desenvolvendo o GrowPal, um app de acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento infantil baseado nos padrões da OMS e do CDC, desenvolvido em parceria com os Drs. Licius Santana Kreulich e Thiago Erwin Kreiner e o estudante de medicina Fernando Borges, e já disponível na App Store e no Google Play.
Em andamento
CGRP-targeted therapy in new daily persistent headache (terapias direcionadas ao CGRP na cefaleia persistente e diária desde o início), uma revisão sistemática e metanálise de proporções das taxas de resposta, com Fazel Rostamzadeh Bakhtiyari, MD. Registrada no PROSPERO (CRD420261493190); protocolo congelado no OSF (doi:10.17605/OSF.IO/MKRE5).
Contato
seth@ndph.org — correções a qualquer coisa deste site são muito bem-vindas.
Perfil completo →

Longe de tudo isso, toco violão com mais entusiasmo do que habilidade, faço trilhas quando a cabeça permite e desmonto motores partindo do princípio de que eles vão voltar a funcionar. Moro com minha esposa e nossos dois filhos, que são o motivo de tudo isso terminar num horário razoável.

Em alguns dias, a dor vence. Em outros, quem vence é você.

A CPDI é uma das condições mais frustrantes da área de cefaleia. O caminho raramente é uma grande descoberta única. É uma soma paciente de pequenas vantagens — dormir melhor, menos alimentos inflamatórios, músculos do pescoço mais fortes, uma respiração mais calma, o especialista certo e, com o tempo, o medicamento certo.

Some as pequenas vitórias. Seja gentil com você nos dias em que não conseguir. Você não causou isso, e você não está sozinho nisso.

Perguntas frequentes.

O que é a cefaleia persistente e diária desde o início (CPDI)?

Uma cefaleia primária em que a dor começa num dia de que a pessoa geralmente se lembra, fica contínua em menos de 24 horas e não dá trégua por mais de três meses. Ela é classificada como 4.10 na Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3).1

Como a CPDI é diagnosticada?

Clinicamente. Um médico confirma o padrão — um início nítido e lembrado, contínuo em menos de 24 horas, presente há mais de três meses — e descarta causas secundárias, como fístula liquórica, aumento da pressão dentro da cabeça, infecção ou uso excessivo de medicamentos.1 Isso significa um exame e, muitas vezes, um exame de imagem do cérebro. Nenhum exame de sangue ou de imagem consegue confirmar a CPDI sozinho.

Quão comum é a CPDI?

É rara. Estudos populacionais estimam que ela afete de 0,03% a 0,1% das pessoas: aproximadamente uma em cada 1.000 a 3.500.2,3

O que causa a CPDI?

A causa é desconhecida, e a CPDI provavelmente reúne várias condições diferentes que têm o mesmo início súbito. Cerca de metade das pessoas a associa a um gatilho — principalmente uma infecção ou um quadro gripal, depois um evento estressante ou uma cirurgia — e cerca de metade não identifica gatilho nenhum.4,5

A CPDI é a mesma coisa que enxaqueca crônica?

Não, embora possam se parecer: cerca de dois terços das pessoas com CPDI têm características de enxaqueca.7 A diferença está em como ela começa. A CPDI é contínua desde um dia de que você se lembra, enquanto a enxaqueca crônica costuma se instalar aos poucos, a partir de crises separadas. Veja a comparação lado a lado.

A CPDI desaparece algum dia?

Pode desaparecer. Os estudos descrevem pessoas em quem a dor persiste, pessoas em quem ela desaparece e pessoas em quem ela vai e volta ao longo dos anos.39,2 Ainda não há uma forma confiável de prever qual será a evolução de cada pessoa.

Quais tratamentos são usados na CPDI?

Nenhum tratamento foi comprovado especificamente para a CPDI. Os especialistas costumam escolher o tratamento preventivo conforme a cara da dor — parecida com enxaqueca ou com cefaleia tensional — e as evidências vêm principalmente de estudos pequenos e sem grupo controle.7 Um especialista em cefaleia é o melhor guia.

Quando uma dor de cabeça é uma emergência?

Procure atendimento de emergência diante de uma dor de cabeça súbita, “a pior da sua vida”, dor de cabeça com febre e rigidez de nuca, fraqueza, dormência, perda de visão ou dificuldade para falar que sejam novas, uma convulsão ou dor de cabeça depois de uma pancada na cabeça.

Referências

Os números no texto remetem a estas fontes (em inglês, como foram publicadas). Quando a evidência vem da enxaqueca e não da CPDI, o texto informa.

  1. Headache Classification Committee of the International Headache Society. The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition. Cephalalgia 2018;38(1):1-211. doi.org/10.1177/0333102417738202
  2. Grande RB, Aaseth K, Lundqvist C, Russell MB. Prevalence of new daily persistent headache in the general population. The Akershus study of chronic headache. Cephalalgia 2009;29:1149-55. doi.org/10.1111/j.1468-2982.2009.01842.x
  3. Castillo J, Muñoz P, Guitera V, Pascual J. Epidemiology of chronic daily headache in the general population. Headache 1999;39:190-6. doi.org/10.1046/j.1526-4610.1999.3903190.x
  4. Rozen TD. Triggering events and new daily persistent headache: age and gender differences and insights on pathogenesis — a clinic-based study. Headache 2016;56:164-73. doi.org/10.1111/head.12707
  5. Li D, Rozen TD. The clinical characteristics of new daily persistent headache. Cephalalgia 2002;22:66-9. doi.org/10.1046/j.1468-2982.2002.00326.x
  6. Diaz-Mitoma F, Vanast WJ, Tyrrell DL. Increased frequency of Epstein-Barr virus excretion in patients with new daily persistent headaches. Lancet 1987;1:411-5. doi.org/10.1016/s0140-6736(87)90119-x
  7. Cheema S, Mehta D, Ray JC, Hutton EJ, Matharu MS. New daily persistent headache: a systematic review and meta-analysis. Cephalalgia 2023;43(5):3331024231168089. doi.org/10.1177/03331024231168089
  8. Rozen TD, Beams JL. New daily persistent headache with a thunderclap headache onset and complete response to nimodipine (a new distinct subtype of NDPH). J Headache Pain 2013;14:100. doi.org/10.1186/1129-2377-14-100
  9. Rozen TD, Roth JM, Denenberg N. Cervical spine joint hypermobility: a possible predisposing factor for new daily persistent headache. Cephalalgia 2006;26:1182-5. doi.org/10.1111/j.1468-2982.2006.01187.x
  10. Pringsheim T, Davenport W, Mackie G, et al. Canadian Headache Society guideline for migraine prophylaxis. Can J Neurol Sci 2012;39(2 Suppl 2):S1-59. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22683887/
  11. Holland S, Silberstein SD, Freitag F, et al. Evidence-based guideline update: NSAIDs and other complementary treatments for episodic migraine prevention in adults. (Retired by the AAN in 2015 over butterbur safety.) Neurology 2012;78:1346-53. doi.org/10.1212/WNL.0b013e3182535d0c
  12. National Center for Complementary and Integrative Health (NIH). Headaches and complementary health approaches: what the science says. Accessed October 2026. www.nccih.nih.gov/health/providers/digest/headaches-and-complementary-health-approaches
  13. Schoenen J, Jacquy J, Lenaerts M. Effectiveness of high-dose riboflavin in migraine prophylaxis: a randomized controlled trial. Neurology 1998;50:466-70. doi.org/10.1212/wnl.50.2.466
  14. Sándor PS, Di Clemente L, Coppola G, et al. Efficacy of coenzyme Q10 in migraine prophylaxis: a randomized controlled trial. Neurology 2005;64:713-5. doi.org/10.1212/01.WNL.0000151975.03598.ED
  15. Sazali S, Badrin S, Norhayati MN, Idris NS. Coenzyme Q10 supplementation for prophylaxis in adult patients with migraine: a meta-analysis. BMJ Open 2021;11:e039358. doi.org/10.1136/bmjopen-2020-039358
  16. Ramsden CE, Zamora D, Faurot KR, et al. Dietary alteration of n-3 and n-6 fatty acids for headache reduction in adults with migraine: randomized controlled trial. BMJ 2021;374:n1448. doi.org/10.1136/bmj.n1448
  17. Maghsoumi-Norouzabad L, Mansoori A, Abed R, Shishehbor F. Effects of omega-3 fatty acids on the frequency, severity, and duration of migraine attacks: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Nutr Neurosci 2018;21:614-23. doi.org/10.1080/1028415X.2017.1344371
  18. Hu C, Fan Y, Wu S, Zou Y, Qu X. Vitamin D supplementation for the treatment of migraine: a meta-analysis of randomized controlled studies. Am J Emerg Med 2021;50:784-8. doi.org/10.1016/j.ajem.2021.07.062
  19. Tirani SA, Khorvash F, Saneei P, et al. Effects of probiotic and vitamin D co-supplementation on clinical symptoms, mental health, and inflammation in adult patients with migraine headache: a randomized, triple-blinded, placebo-controlled trial. BMC Med 2024;22:457. doi.org/10.1186/s12916-024-03684-6
  20. Martami F, Togha M, Seifishahpar M, et al. The effects of a multispecies probiotic supplement on inflammatory markers and episodic and chronic migraine characteristics: a randomized double-blind controlled trial. Cephalalgia 2019;39:841-53. doi.org/10.1177/0333102418820102
  21. Magis D, Ambrosini A, Sándor P, et al. A randomized double-blind placebo-controlled trial of thioctic acid in migraine prophylaxis. Headache 2007;47:52-7. doi.org/10.1111/j.1526-4610.2006.00626.x
  22. Gonçalves AL, Martini Ferreira A, Ribeiro RT, et al. Randomised clinical trial comparing melatonin 3 mg, amitriptyline 25 mg and placebo for migraine prevention. J Neurol Neurosurg Psychiatry 2016;87:1127-32. doi.org/10.1136/jnnp-2016-313458
  23. Alstadhaug KB, Odeh F, Salvesen R, Bekkelund SI. Prophylaxis of migraine with melatonin: a randomized controlled trial. Neurology 2010;75:1527-32. doi.org/10.1212/WNL.0b013e3181f9618c
  24. Wider B, Pittler MH, Ernst E. Feverfew for preventing migraine. Cochrane Database Syst Rev 2015;(4):CD002286. doi.org/10.1002/14651858.CD002286.pub3
  25. Di Lorenzo C, Pinto A, Ienca R, et al. A randomized double-blind, cross-over trial of very low-calorie diet in overweight migraine patients: a possible role for ketones? Nutrients 2019;11:1742. doi.org/10.3390/nu11081742
  26. Jull G, Trott P, Potter H, et al. A randomized controlled trial of exercise and manipulative therapy for cervicogenic headache. Spine 2002;27:1835-43. doi.org/10.1097/00007632-200209010-00004
  27. Wells RE, O'Connell N, Pierce CR, et al. Effectiveness of mindfulness meditation vs headache education for adults with migraine: a randomized clinical trial. JAMA Intern Med 2021;181:317-28. doi.org/10.1001/jamainternmed.2020.7090
  28. Treadwell JR, Tsou AY, Rouse B, et al. Behavioral interventions for migraine prevention: a systematic review and meta-analysis. Headache 2025;65:668-94. doi.org/10.1111/head.14914
  29. Nestoriuc Y, Martin A. Efficacy of biofeedback for migraine: a meta-analysis. Pain 2007;128:111-27. doi.org/10.1016/j.pain.2006.09.007
  30. Hughes LS, Clark J, Colclough JA, Dale E, McMillan D. Acceptance and commitment therapy (ACT) for chronic pain: a systematic review and meta-analyses. Clin J Pain 2017;33:552-68. doi.org/10.1097/AJP.0000000000000425
  31. Diener HC, Dodick D, Evers S, et al. Pathophysiology, prevention, and treatment of medication overuse headache. Lancet Neurol 2019;18:891-902. doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30146-2
  32. Robbins MS, Grosberg BM, Napchan U, Crystal SC, Lipton RB. Clinical and prognostic subforms of new daily-persistent headache. Neurology 2010;74:1358-64. doi.org/10.1212/WNL.0b013e3181dad5de